Negócios devem ter Conexão Internacional

Negócios devem ter Conexão Internacional

Por Evaldo Vilela*

Em todos os negócios, particularmente nos serviços, sobrevivem com sucesso aqueles que, hoje em dia, se mantem competitivos, o que exige inovar sempre, ou seja, criar ou adotar novos aplicativos, novos softwares ou novos procedimentos de gestão. É preciso servir bem aos clientes, para que eles não queiram nos deixar! Mesmos quando restritos às nossas cidades, portanto, serem locais, os serviços devem ser de classe internacional, devem acompanhar as tendências e as tecnologias globais. Ser de segunda categoria é correr o risco de se tornar irrelevante, inadequado de uma hora para outra. No mundo de hoje, não precisamos errar para sermos varridos pela concorrência, basta não inovar, basta ficar parado em um mundo que se movimenta cada vez mais rapidamente.

Muitas vezes sentimos dificuldades de pensar globalmente, de adotar padrões de atendimento internacional, porque nosso país é muito fechado ao mundo. Importamos pouco e exportamos pouco. Muitos viajam para o exterior, mas se envolvem pouco com negócios globais, o que é uma séria ameaça à geração de renda e de novos empregos em nosso país. Os padrões de nossos serviços e produtos, muitas vezes, atendem apenas as necessidades e desejos das pessoas de nossa região, o que nos impede, ao final, de exportar serviços e produtos. Esta situação não nos protege, ao contrário, nos condena economicamente. Temos que romper o desafio de vender nossos serviços e produtos para o mundo. É uma questão fundamental para o futuro de Minas e do Brasil, e depende muito de nossa atitude, de nossa determinação de ganhar o país e o mundo. Nossos sonhos devem ser maiores!

Ter negócios inovadores, lucrativos, competitivos, exige assim participar de ambientes internacionais, exige pensar globalmente, para então poder agir localmente, em nossas cidades ou regiões, com sucesso. Individualmente pode ser difícil estabelecer e manter conexões com instituições, empresas e pessoas estrangeiras. Mas não é tão difícil quando nos valemos de nossas Associações, como a ACMinas, ou de nossos sindicatos vinculados às Federações, como a FIEMG, que tem feito um trabalho bem sucedido de internacionalização das suas empresas vinculadas. Vejo que a ACMinas tem se preocupado com o tema e avançado na direção certa de ampliar horizontes, aproximar-se de ambiente de inovação, particularmente aqueles conectados internacionalmente. Este é o caminho do sucesso.

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* O autor é Presidente da FAPEMIG e ex-Reitor Universidade Federal de Viçosa.

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