Minas Gerais, Regiões

8

As Minas Gerais são muitas em sua vasta extensão territorial, já dizia nosso famoso escritor e diplomata, Guimarães Rosa. Há grandes diferenças entre as regiões do estado e vale a pena conhecer um pouco mais sobre cada uma delas.

No quadro abaixo, temos uma amostra desta diversidade, apresentando os setores produtivos de destaque, por região:

imagem 67

Uberlândia, Triângulo Mineiro

Uberlândia, cidade polo da região do Triângulo Mineiro, destaca-se por suas ações nas áreas de inovação e empreendedorismo e também pelo seu processo de internacionalização.

A cidade possui aproximadamente 670 mil habitantes (30º maior município do país e o primeiro do interior de Minas Gerais); ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do interior do estado e o 71º do país.

Uberlandia

Em termos de infraestrutura e logística, a cidade possui quase 300 mil ligações elétricas (residenciais e comerciais) e ocupa o segundo lugar em saneamento básico no Brasil, com quase 100% de suprimento de água tratada e encanada e de esgoto sanitário tratado, há décadas.

Devido a sua posição geográfica estratégica, no centro do Brasil, permitiu a instalação e desenvolvimento de um grande polo atacadista-distribuidor. Possui uma malha rodoferroviária de qualidade e o segundo aeroporto do estado em movimento – que atendem empresas do segmento, CDs(Centros de Distribuição), operadores logísticos – que oferecem variedade e excelência em serviços, ligando a cidade aos principais mercados do país, ao Mercosul e ao mundo. Além disso, abriga o Porto Seco do Cerrado, com área superior a 50 mil m².

No aspecto econômico, se destaca no setor de serviços, com participação de 68,27% no PIB, seguido pela indústria (29,82%) e agropecuária (1,91%) e gera cerca de 215 mil empregos formais.

Como Mercado Consumidor, ocupa o primeiro lugar no interior de Minas Gerais e 27º do Brasil. Em geração de ICMS, ocupa o terceiro lugar no estado.

A cidade possui grandes empresas, tais como: Grupo Algar, Cargill, Bayer, Syngenta, Souza Cruz, Natura, Vitória Trading, Vulcaflex, Arcom, Martins, Pneus Uberlândia, Start Química, entre outras.

 

CODEN Uberlândia 2100

O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Uberlândia 2100 (CODEN Uberlândia 2100) é o órgão executivo do Fórum Uberlândia 2100, cujo objetivo é planejar o futuro da cidade, tendo como horizonte o ano de 2100. A iniciativa é da sociedade civil e seus membros, denominados “apaixonados” e conta com a participação voluntária.

O CODEN-Uberlândia 2100 tem como modelo de governança um Conselho formado por 17 instituições.  Possui dez Câmaras Técnicas, as quais são responsáveis pela análise e diagnóstico de viabilidade de projetos enviados pela sociedade civil.

 

878945

 

Uberlândia no caminho da Inovação

Um ambiente de negócios acolhedor, saudável e inovador é condição essencial para se atrair investimentos, locais ou internacionais. Neste contexto Uberlândia já reconhecida por receber bem e deter uma economia robusta e diversificada vem se tornando uma referência também em tecnologia e inovação. Um exemplo  disso é o desenvolvimento de startups que, segundo dados do Sebrae, seriam aproximadamente 400 em atividade, número que tende a aumentar 20% a cada ano. Além disso, a cidade possui cerca de mil empresas no setor de Tecnologia da Informação (TI).

Algumas condições favoráveis são responsáveis pela construção desse cenário. Muitas entidades locais, empresas e universidades têm oferecido apoio para a criação e consolidação de startups, bem como criam espaços para debater o processo de inovação na cidade e região.

O Sebrae, por exemplo, proporcio- na capacitação, palestras, consultorias e até subsídios para empresas que buscam inovação por meio do programa Sebraetec. Apoia também diversos eventos relacionados à tecnologia e inovação em Uberlândia e região, entre os quais se destaca o 2º Fórum Uberlândia 2100, o Congresso Internacional de Tecnologia, Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade (CITIES) e o Startup Weekend.

imagem 79O Conselho de Desenvolvimento Econômico (CODEN Uberlândia 2100) por meio de suas Câmaras Técnicas abre o espaço para debater e analisar tecnicamente projetos inovadores da sociedade civil que pensam o futuro da cidade, com horizonte no ano de 2100. Destacam-se aqui as Câmaras Técnicas de ‘Atração de Investimentos e Internacionalização’ e ‘Inovação e Integração Tecnológica’.

O I9 também é uma entidade local que apoia e incentiva o empreendedorismo e a inovação por meio de eventos estratégicos e suporte para o desenvolvimento de em- presas de base tecnológica. Existem ainda espaços de coworking, como o Eureka e o ÂnimaLabs, que oferecem estrutura gratuita para o desenvolvimento de ideias e negócios.

Além de dispor de políticas públicas de incentivo e apoio às empresas de base tecnológica, invejável infraestrutura e vários ambientes a elas adequados destaca-se o Granja Marileusa, um bairro concebido no conceito de smart cities em plena atividade contando com espaços para receber potenciais

Na esfera pública, a Prefeitura Municipal de Uberlândia tem como premissa incentivar iniciativas no segmento de inovação e geração de startups. Por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, possui duas áreas, uma voltada para o conceito de smart cities visando à integração do cidadão com a área pública por meio da tecnologia e outra que fomenta ecossistemas de inovação, projetos e parcerias com foco na interação entre conhecimento científico e tecnológico e a permanente evolução dos processos produtivos.

Todas essas iniciativas atuam de forma integrada, formando um Ecossistema de Inovação local, o que fortalece a cultura empreendedora, a criatividade e a iniciativa em no- vos projetos de inovação.

Foto: Uberlândia / Créditos: Prefeitura de Uberlândia

Os resultados dessas ações já podem ser vistos pelo Brasil afora. Startups iniciadas em Uberlândia ganharam o mundo e já atuam em grandes negócios no país e exterior, tais como a Landix, soluções para automação da força de vendas e a Cedro Finances, focada no mercado de capitais.

A Events, por exemplo, inova no setor de turismo ao oferecer uma ferramenta que realiza reserva de hotéis online que atende exclusivamente a grupos e eventos. Este ano, a startup será a responsável pelas reservas de hotéis e transfers do Rock in Rio 2017.

Outro destaque é a empresa Zup, cuja proposta é acelerar a digitalização de grandes companhias tradicionais. A startup criada em 2011 possui grandes clientes, como Vivo, Nextel, Banco Santander, Banco Original e Banco do Brasil e se prepara para expandir suas fronteiras para a Europa.

Outra vertente forte desde sua origem é a conhecida agropecuária que com modernização se apresenta como o “agronegócio das coisas” caracterizado pela tecnologia embarcada no maquinário inteligente exigindo maior qualificação profissional, pela sincronização de dados climáticos,  fitopatológicos e mensuração em tempo real da produtividade e rentabilidade. Enfim, contribui para maior competitividade a atividade produtiva.

A Medicina, por sua vez, é tema importante dentro do Ecossistema de Inovação, formado por várias empresas, desde startups até grandes corporações.

Com certeza, Uberlândia continuará ser um solo fértil para grandes oportunidades nos negócios num cenário competitivo e inovador. Vale a pena conhecer melhor. Fica o convite para vir conferir.

Isso é apenas o começo. Com planejamento e organização é possível desenvolver um forte Ecossistema de Inovação. Em breve, será lançado um site no qual estarão concentradas todas as informações, inclusive uma agenda única que englobará as atividades pro- postas por esse Ecossistema.

imagem 69

Saúde e Inovação caminham juntas em Uberlândia

A Medicina, assim como qual-quer outra área do conhecimento, vem observando e vivenciando as transformações do mundo digital. A codificação do pensa- mento em BIT, definitivamente, estabeleceu uma linha divisória desafiadora.

Atualmente, já convivemos com alguns conceitos observáveis em nosso cotidiano, com o Internet das Coisas, sistemas de suporte a decisão e inteligência artificial hospedados em super computadores nas nuvens, A velocidade da internet acaba com os limites ao transporte de arquivos digitais, assim como a contínua redução de cus- tos por MBs e por hospedagem.

Hospeda-se todo o arquivo de um hospital em servidores de diferentes continentes, com a sofisticação da anonimização de dados. Tais informações são combustível para a computação cognitiva, que já proporciona ao homem melhores diagnósticos em alguns cenários.

Neste  contexto,  a Medicina High-Tech encontra-se amplamente inserida. Esta Medicina, que antes dizíamos do futuro, agora, do presente, está pujantemente democratizada entre seus stakeholders, entre os quais o mundo digital se permeia.

Para tanto, o pleno desenvolvi- mento das melhores interfaces de tecnologia em Medicina, o ambiente é fundamental. Destaca-se como variável determinante, a multidisciplinaridade do conheci- mento e sua adequada interlocução. O ambiente digital derrubou os monopólios da informação, as- sim como apresentou interlocutores globais. Neste contexto, Uberlândia apresenta particularidades interessantes favorecedoras desse ecossistema.

Na década de 1990, enquanto o Brasil ainda vivia a limitação do sistema público, ineficiente Uberlândia gozava de telecomunicações privada com seus derivativos.

Em 1996 era habitual o debate sobre banda larga, media-streaming, hospedagem de dados, segurança de redes, etc. Em Uberlândia se criaram experiências pioneiras e produtivas de telemedicina, ex-pandidas para outros países, com consequente ampliação da massa crítica a ambientes globais. O gradiente de conteúdo definia a natureza das conexões, o direcionamento das informações e o tratamento dos dados.

Como esperado, a dinâmica digital do pensamento gerou outros ambientes interdependentes, especialmente na pesquisa, desde protocolos clínicos multicêntricos internacionais (auditados pelo Food and Drug Administration -FDA) a projetos de chips subcutâneos para análises laboratoriais. Em Uberlândia é possível citar pelo menos duas experiências co- laborativas multicêntricas.

A primeira, trata-se de um projeto de telemedicina apoiado por suporte à decisão, hospedado nas nuvens (Amazon), implementado em alguns países, como México, Colômbia, Chile e Porto Rico, capaz de reduzir a mortalidade do Infarto em até 50%, encurtando

o tempo para diagnóstico e tratamento, assim como aumentando a porcentagem de tratamento com custos menores. Este projeto, desenvolvido pelo Instituto do Coração do Triângulo atende a mais de 100 mil pacientes com suspeita de infarto por ano.

A segunda, aborda outro aspecto da aplicação da tecnologia. Integra vários conceitos do mundo digital, telemedicina, economia compartilhada, computação nas nuvens, “Ubermédico”, para criar modelo inédito de “gate-keeper digital” com “value-based health care”. Com isso, empodera o médico generalista com suporte de especia- listas à distância. Esse modelo tem ajudado planos de saúde a reduzir a sinistralidade e concomitante- mente, melhorar a resolutividade.

Outra importante inovação tecnológica pode ser observada na Implantodontia, com a criação do sistema KeaTech, um conjunto de técnicas e ferramentas desenvolvidas para planejar e confeccionar guias cirúrgicas restritivas, proporcionando a instalação de implantes dentários de maneira previsível, segura e minimamente invasiva.

O sistema está em fase de registro de patente e já busca investidores estrangeiros; destaque para as recentes negociações com o governo francês.

No comments
Share:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *