Economia de Minas Gerais por setores produtivos

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Minas Gerais destaca-se em  diversos setores produtivos, e nas raízes do povo  de Minas Gerais  residem  as razões desta qualidade.

Minas Gerais é Minas Gerais essencialmente por seu capital humano. O homem de Minas Gerais (o “mineiro” ), tem capacidade de reflexão e engenhosidade –  que conduzem a excepcionais resultados nos segmentos produtivos contemporâneos.

Minas Gerais Ambiente de Inovação

Minas Gerais conta com 10 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), que em conjunto com os centros de pesquisa públicos (Fiocruz, Funed), parques tecnológicos e centros de pesquisas privados ligados a empresas, conferem a Minas Gerais uma consistente posição em Pesquisa e Desenvolvimento.

FAPEMIG

Minas Gerais tem sua agência dedicada a financiar projetos de pesquisa cientifica e tecnológica, a FAPEMIG – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. Projetos propostos por pesquisadores, universidades e instituições outras de pesquisa são julgados pelo mérito e relevância para o desenvolvimento da Ciência mineira.

A FAPEMIG promove a inovação tecnológica e coordena importantes iniciativas:

SIMISistema Mineiro de Inovação

Iniciativa pioneira no país promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – SEDECTES e a FAPEMIG. O SIMI atua em três frentes: na promoção da cultura da inovação e do empreendedorismo de base tecnológica, na promoção da transferência tecnológica e na criação de novas empresas de alto impacto. O SIMI articula os atores do ecossistema da inovação,  envolvendo governo, empresas e instituições científicas e tecnológicas (ICTs).

DATAVIVA

Plataforma online que oferece ao usuário uma experiência dinâmica de acesso a um grande conjunto de dados públicos. Desenvolvido em software livre,  o DataViva permite o acesso fácil e intuitivo aos dados sobre a economia mineira e brasileira.

Desenvolvida em parceria com pesquisadores do MIT Media Lab (um dos principais centros de inovação do mundo), a plataforma apresenta uma solução inédita no país, a partir de bases de dados disponibilizadas pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Saúde.

Um dos pilares de concepção do DataViva é a tecnologia do BigData, técnica de geração de conhecimento e inteligência a partir do processamento de um grande volume de dados. Baseado em referências internacionais, o projeto disponibiliza, na versão atual, dados nacionais dos últimos dez anos, referentes à economia, educação, indústria, mercado profissional, saúde, entre outras categorias, visualizadas por localidade.

Minas Gerais Empreendedora e Digital

A comunidade de startups mineira, que compreende 591 empresas (Associação Brasileira de Startups, ABS, 2017) vem sendo reconhecida por inúmeros projetos que consolidam a posição importante do setor.

SEED

SEED (Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development), é o programa do Governo de Minas Gerais de incentivo à criação e ao desenvolvimento do ecossistema de startups, para  empreendedores nacionais ou estrangeiros, com  projetos de base tecnológica.

O programa está sediado no Espaco Centoequatro.

San Pedro Valley em Belo Horizonte

O importante cluster localizado no bairro de São Pedro na capital mineira – denominado San Pedro Valley –  é constituído por mais  de 250 empresas de base tecnológica (startups) , 8 aceleradoras, 2  incubadoras de empresas, 10   espaços de trabalho compartilhado (coworking) e 5 empresas de venture capital (INDI, mai/17).

Destacamos, ainda, neste cenário, projetos e eventos tais como o Projeto Hub Digital, as startups da região do  Raja Valley, Fiemg Lab e Café Atmosfera e a realização do grande encontro de inovação – a  Feira Internacional de Inovação e Tecnologia – FINIT .

Empresas: Agrosmart, Hotmart, Méliuz, Qranio, Sympla.

Economia Criativa

A economia criativa e do conhecimento consolida-se em Minas Gerais  nas várias formas da produção artística, na moda, na indústria do audiovisual, na gastronomia, arquitetura, pedras preciosas e  design – entre outras.

P7 Criativo

Dentre algumas importantes iniciativas, destaca-se a Agência P7 Criativo, com 1ª fase instalada na Avenida  Afonso Pena e com projeto definitivo,  ambicioso  no centro de Belo Horizonte. O P7 será o maior polo vertical da economia criativa do Brasil.

Arte e Artesanato

A produção  artesanal  mais sofisticada do Brasil se encontra em Minas Gerais. Os artesãos usam suas habilidades para criar peças decorativas, joias, utensílios, brinquedos, mobílias, entre outras obras de arte – feitas com   diversos tipos de materiais tais como, pedra-sabão, madeira, palha, tecido, barro, metal e pedra, entre dezenas de outros.

 A Central Mãos de Minas existe há 30 anos, inicialmente como um projeto de governo e atualmente como uma associação de artesãos.

 Tem por objetivo a valorização e a divulgação do artesanato mineiro e  organiza a maior feira brasileira de artesanato.

Têxtil e Vestuário

Uma atividade bem estabelecida no estado, a indústria têxtil conta com cerca de 1200 fábricas, 7,3% do total no Brasil.

Nos últimos anos, o setor investiu em modernização tecnológica, novos produtos, redução de custos. melhoria na qualidade e novos modelos de gestão.

Destaca-se a iniciativa da Minas Trend Preview, promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), que consolida-se  no calendário da moda  brasileira como um dos principais desfiles de lançamento de  tendências.

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Calçados e Bolsas

Minas Gerais é importante estado produtor  de calçados e bolsas do Brasil. O setor abrange mais de 3000 empresas,  pequenas e medias empresas,  em sua maioria.

Nova Serrana, o principal polo de produção do estado, e o terceiro maior do Brasil, está localizado no Centro-Oeste de Minas, a 125km de Belo Horizonte.

Eletrônica e Tecnologia da Informação

Minas Gerais desponta como um dos líderes nacionais na área de microeletrônica e TICs. Na área de TI, conta com 5 mil empresas, com faturamento anual da ordem de R$2,4 bilhões e geração de 33 mil  empregos diretos.

Minas Gerais conta com 2 grandes empresas de data center: Ativas, em Belo Horizonte  e Algar Tecnologia, em Uberlândia.

Belo Horizonte é um importante hub de software e o Estado é sede de importantes empresas de Tecnologia da informação, tais como Google  (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento), Operações da SAP e Microsoft,  assim como Algar Tech, Avenue Code, Infosys, Sankhya e Totvs.

Minas Gerais também concentra um dos principais polos de desenvolvimento de nanotecnologia e de indústrias eletrônicas de comunicação, automação e produção de semicondutores – “wafers”. O Estado também sedia o segundo maior polo industrial de fornecedores para o setor de energia elétrica nas áreas de geração, transmissão e distribuição .

Na região metropolitana de Belo Horizonte, destacam-se importantes empresas tais como Toshiba, GE Healthcare, Philips e Unitec Semiconductors,  a primeira planta de semicondutores da America Latina.

Na área da pesquisa de  eletrônica orgânica,  especialmente de energia solar,  desponta o CSEM Brasil, um centro de pesquisa aplicada  privado e sem fins lucrativos – e a sua controlada – a empresa SUNEW, focada na produção de painéis solares orgânicos, ambas sediadas em Belo Horizonte.

Vale da Eletrônica – Santa Rita do Sapucaí

O Vale da Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí é formado por três instituições de ensino e 153 empresas de setores diversos, que vão da informática à telecomunicação, e geram 14 mil empregos diretos e indiretos. Não por acaso, o lugar é comparado ao Vale do Silício, criado na mesma época, nos anos 1950.

Mais de 13 mil produtos são fabricados na cidade, que deixou parte da tradição do café e do leite, para se destacar no universo dos fios, placas e softwares. Santa Rita lançou  produtos importantes como o chip do passaporte eletrônico e o transmissor de TV digital nacional.

Programa MGTI

O Programa MGTI 2022, foca na expansão de empresas  de classe mundial em Minas Gerais, coordenado pelas principais associações do setor – FUMSOFT, ASSESPRO, SUCESU e SINDINFOR.

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Foto: Porto Tecnológico Santa Rita do Sapucaí / Créditos: Diário do Comércio

 

Biotecnologia e Ciências da Vida – Vocação por Saúde

Minas Gerais desponta como um dos líderes nacionais na área de microeletrônica e TICs. Na área de TI, conta com 5 mil empresas, com faturamento anual da ordem de R$2,4 bilhões e geração de 33 mil  empregos diretos.

Minas Gerais conta com 2 grandes empresas de data center: Ativas, em Belo Horizonte  e Algar Tecnologia, em Uberlândia.

Belo Horizonte é um importante hub de software e o Estado é sede de importantes empresas de Tecnologia da informação, tais como Google  (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento), Operações da SAP e Microsoft,  assim como Algar Tech, Avenue Code, Infosys, Sankhya e Totvs.

A vocação econômica de Minas Gerais se diversifica, sobretudo nos segmentos de saúde e ciências da vida. O Estado abriga hospitais, laboratórios e clínicas de excelência em atendimento e procedimentos. Outra referência, cada vez mais evidente, a ponto de assegurar ao Estado a vanguarda na pauta de exportações brasileiras, é o setor de biotecnologia.

Este segmento, com itens de tecnologia avançada e alto valor agregado, é responsável pelo aumento da produtividade agrícola, pelo desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas, dispositivos médicos, sistemas de diagnósticos e de inovações na área de biocombustíveis.

Sêmen e embriões de animais, lentes intraoculares, válvulas cardíacas e medicamentos com insulina estão listados na balança comercial de Minas sendo que, nestes três últimos, o Estado é o maior exportador mundial.

O setor tornou-se prioritário na estratégia de desenvolvimento do Estado e conta com entidades como  BDMG,  BNDES, Sebrae, CNPQ, Finep, Fapemig, universidades, instituições científicas e centros de pesquisa como seus apoiadores e incentivadores. Estes e outros fatores fazem com que investidores e empreendedores encontrem no Estado, onde já estão instaladas cerca de 400 empresas deste segmento, um ambiente propício de negócios.

A performance da cadeia produtiva do setor encontra colaboração para o seu crescimento em dois aliados:  a Biominas Brasil,  entidade que atua nacional e internacionalmente para promover negócios de impacto em ciências da vida. Com core business e iniciativas focadas no empreendedorismo e na inovação, apoia projetos de biotecnologia da idealização à expansão.  A Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia e Ciências da Vida (Anbiotec) entidade privada sem fins lucrativos, auxilia o setor estimulando a cooperação entre empresas e incentivando o empreendedorismo e a competitividade das micro e pequenas empresas e startups.

Criatividade, talento e pesquisas são os responsáveis por descobertas de produtos inovadores que colocam Minas Gerais em um cenário mercadológico ainda mais promissor. Caso da Alamantec, empresa do grupo Labfarm que desenvolveu, com o apoio da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma fórmula que estimula o crescimento de fios de cabelo de maneira não agressiva ao corpo humano e sem efeitos colaterais. A industrialização e a comercialização já estão garantidas, com previsão de produção inicial mensal de 100 mil unidades do produto.

Outro exemplo vem da startup nascida do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), a Biomimetic Solutions, que criou a plataforma biodegradável – denominada Scaffold – para desenvolver tecidos e órgãos fora do corpo humano. Visando as indústrias cosmética e farmacêutica, os materiais poderão ter aplicação em pesquisas e testes, terapias e substituição de tecidos danificados, como no caso de queimaduras, evitando o uso de animais nas pesquisas, entre outros benefícios.

Investimentos regionais de peso

As regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Zona da Mata, Campo das Vertentes e a Região Metropolitana de Belo Horizonte estão na rota da biotecnologia. A capital do Estado  é  considerada o maior cluster biotecnológico do Brasil. Ganha destaque também nos mercados internacionais, sobretudo na América Latina, pelos contratos gerados nas áreas de saúde humana, animal, meio ambiente e agronegócios. Nestes locais estão também os principais centros universitários com graduação e especializações em biotecnologia. Baseado numa vocação pré-existente, o município de Nova Lima criou, em julho de 2017, uma Zona Limpa de Desenvolvimento (ZLD) para atrair negócios, entre eles os de biotecnologia. A Biomm, indústria de medicamentos, deve se instalar no local como uma das âncoras do empreendimento.

Pouso Alegre, no Sul de Minas, tem se firmado como um polo fármaco. A cidade recebeu investimentos de R$ 130 milhões da Nutracon, empresa do grupo Cimed, para a construção de uma fábrica de suplementos alimentares e complexos polivitamínicos e para uma fábrica de medicamentos sólidos.

Outra companhia, a Biolab Farmacêutica, anunciou a transferência de três fábricas e um centro de distribuição do interior de São Paulo para a cidade mineira, com um aporte de R$ 450 milhões.

Montes Claros, no Norte de Minas, receberá a primeira unidade mineira da multinacional Eurofarma, que produzirá antibióticos no novo distrito industrial do município.  O investimento total anunciado em agosto de 2017 é de R$ 600 milhões, com a perspectiva de gerar 500 empregos diretos em três anos.

Outras empresas de destaque: Abbot, Alta Genetics, Biomm, Ceva Hertape, Cimed, Cifarma, Convidien, Pharlab, GE Healthcare, Hermes Pardini, Labtest, Microvet, Novo Nordisk, Osório de Moraes,  Philips Healthcare, St. Jude Medical, Visontech, entre outras.

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Setor Aeronáutico

O setor aeronáutico em Minas tem destaque  nacional, em face da alta qualificação das instituições educacionais e a presença de importantes empresas, tais como a Embraer, que sedia um  centro de P&D em Belo Horizonte;  a Helibras, única fabricante de helicópteros da América Latina; a IAS (fornecedora do setor ); e a  GOL, com seu centro de manutenção avançada situado próximo ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte.

ALISS032:Helibras43 03/10/12 CREDITO:ALISSON J. SILVA

Foto: Helibrás / Créditos: Diário de Comércio

 

Setor de Transporte e Automotivo

Minas Gerais destaca-se como  o segundo principal polo automotivo do País, sendo responsável pela montagem de cerca de 15.4% dos veículos produzidos nacionalmente (veículos, peças, caminhões, tanques, veículos comerciais e tratores).

A unidade industrial da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), instalada em Betim, é a maior planta fabril deste Grupo no mundo sendo com capacidade de produção de  800 mil veículos por ano.

Minas Gerais também é sede de muitas empresas do Grupo Fiat no país, que ocupam posição de liderança em quase todos os setores em que atuam. As principais atividades do grupo concentram-se na produção e venda de automóveis e caminhões (FCA e Iveco); desenvolvimento e produção de motores e transmissões (FPT – Powertrain Technologies); produção de peças em ferro e alumínio para a indústria automobilística nacional e internacional (Teksid do Brasil); fabricação de máquinas agrícolas e de construção (CNH); produção e comercialização de componentes automotivos (Magneti Marelli); fornecimento de equipamentos de automação industrial (Comau);  alem das empresass de consultoria, finanças e seguros.

Minas Gerais destaca-se como  o segundo principal polo automotivo do País, sendo responsável pela montagem de cerca de 15.4% dos veículos produzidos nacionalmente (veículos, peças, caminhões, tanques, veículos comerciais e tratores).

A unidade industrial da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), instalada em Betim, é a maior planta fabril deste Grupo no mundo sendo com capacidade de produção de  800 mil veículos por ano.

Minas Gerais também é sede de muitas empresas do Grupo Fiat no país, que ocupam posição de liderança em quase todos os setores em que atuam. As principais atividades do grupo concentram-se na produção e venda de automóveis e caminhões (FCA e Iveco); desenvolvimento e produção de motores e transmissões (FPT – Powertrain Technologies); produção de peças em ferro e alumínio para a indústria automobilística nacional e internacional (Teksid do Brasil); fabricação de máquinas agrícolas e de construção (CNH); produção e comercialização de componentes automotivos (Magneti Marelli); fornecimento de equipamentos de automação industrial (Comau);  alem das empresass de consultoria, finançås e seguros.

Cabe destacar, ainda,  o significativo e diversificado parque fornecedor, de autopartes  e autopeças instalado em Minas Gerais (72 empresas associadas ao Sindicato SINDIPEÇAS) , e a fábrica da montadora Mercedes Bens em Juiz de Fora.

O Estado também é o principal produtor de locomotivas do Brasil. Os principais fabricantes estão localizados em Contagem, GE Transportation, e em Sete Lagoas, EMD Equipamentos e Serviços Ferroviários, subsidiária da americana Caterpillar.

Principais empresas : EMD (Caterpillar), FCA (Fiat), GE Transportes, Iveco, Landini, Mercedes Benz

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Foto: Iveco / Crédito: Diário do Comércio

Setor de Mineração e Metalurgia

Historicamente – e, também, nos dias de hoje -, Minas Gerais lidera as Indústrias Mineral e Metalúrgica no Brasil. O nome “Minas Gerais” se refere a “mina”, em face das grandes reservas minerais, justificando o nome do Estado, mais de 300 minas operam em Minas Gerais (40% das grandes minas do Brasil).

Segundo Estudo da Fundação Getúlio Vargas – FGV para o IBRAM e o SINFERBASE, o Estado de Minas Gerais é responsável por quase metade de todo o valor gerado pela Indústria Mineral (sem petróleo e gás natural) brasileira, sendo estimado que a mesma gera impactos diretos e indiretos da ordem de 1,31% no total do PIB brasileiro.

Por produto, há uma concentração em minerais metálicos (90%) – especialmente o minério de ferro – sendo os 10% restantes representados pelos minerais não metálicos.

Minas Gerais tem expressivo protagonismo no Brasil na produção de minério de ferro (66%), bem como na produção  de nióbio, zinco, lítio, fosfato e calcário, entre outros – destaque, também, para rochas ornamentais, gemas e pedras preciosas.

É importante ressaltar que o estado é o mais importante produtor de nióbio do mundo, com destaque para a empresa CBMM – situada em Araxá, MG.

O Estado de Minas Gerais é o mais importante em produção de aço dentre os estados brasileiros (32.1% em 2015). Algumas das principais unidades de produção de Minas Gerais , pertencentes aos maiores grupos mundiais do setor,  como Arcelor Mittal, Gerdau, Usiminas, Vallourec e VSB (Vallourec e Sumitomo).

Minas Gerais é o segundo maior polo de produção de produtos fundidos, como ferro, aço, alumínio, bronze, chumbo e estanho, produzindo 1,7 milhões de toneladas em 2012, sendo 16% destinado a exportação.

Principais empresas mineradoras que operam em Minas Gerais: Anglo American, Anglo Gold, Arcelor Mittal, BHP Bilinton, CBL, CBMM, Jaguar Mining, Kinross, Vale, Yamana Gold.

Vantagens Competitivas: controle da cadeia de valor, market share.

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Foto: Usiminas / Créditos: Diário do Comércio

Em se tratando de Mineração, como se diz no jargão do Setor, ‘procura-se elefante em terra de elefante’, a geologia do Estado – bem conhecida  – é comprovadamente favorável à existência de expressivas reservas minerais, de classe internacional, como aquelas  do chamado ‘Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais’. José Mendo Misael de Souza

O investidor em Mineração, Metalurgia, Siderurgia, Ferro-gusa, Ferroligas, Fundição, Cimento e outras indústrias de base mineral no Brasil deve considerar, em primeiro lugar, o Estado de Minas Gerais, por sua vocação  natural para a Mineração e a Siderurgia. – José Mendo Misael de Souza

 

Rochas Ornamentais

Minas Gerais é um dos principais produtores de granito, ardósia, quartzito, mármore, pedra sabão e serpentinite, atendendo  o mercado nacional e internacional com aproximadamente 160 variedades comerciais.

Construção Civil

Grande geradora de empregos, renda e tributos, a indústria da construção civil no Brasil é muito relevante para a economia do País: segundo dados da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção – representa hoje aproximadamente 6% do nosso PIB. E o cenário é o mesmo em Minas Gerais.

 Construção CivilPara um setor tão fundamental para a retomada do crescimento da economia brasileira, os temas  da produtividade e inovação são fundamentais e  podem fazer,  cada vez mais, a diferença nesta indústria. A  construção civil tem também um grande impacto no meio ambiente, cerca de 60% do total de resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras têm origem na construção civil.

Bons exemplos merecem destaque, entre eles o da  Precon Engenharia –  que desenvolveu uma solução tecnológica e inovadora, utilizando como premissa o DNA da empresa de industrialização da construção, e tendo a sustentabilidade como principal pilar. A partir daí surgiu a SHP – Solução Habitacional Precon.

Cimento

A  importância de Minas Gerais nesta indústria pode ser bem avaliada ao se lembrar que vários dos principais fabricantes internacionais e nacionais possuem fábricas em Minas Gerais – como, por exemplo, a Lafarge Holcim, Cimentos Liz, CSN, Brennand, Intercement e Votorantim Cimentos -, cujo histórico e resultados comprovam ser o Estado altamente competitivo para a produção e comercialização deste fundamental insumo da Indústria da Construção Civil.

Principais empresas localizadas em Minas: MRV Engenharia, Andrade Gutierrez Engenharia, Direcional Engenharia, Grupo ARG, Emccamp Residencial, Construtora Barbosa Mello, Empresa Construtora Brasil, Odebrecht Ambiental, AG Construções e Serviços, Construtora Artepa, Construtora Cowan, dentre outras.

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Agronegócio

Importante setor em Minas Gerais, o  agronegócio, é destaque  na agricultura, e na indústria de alimentos e em toda a sua cadeia de valor.

Ambiente de inovação e de conhecimento caracterizam  o setor  – que conta com  Importantes universidades e equipes qualificadas de biólogos, agrônomos e engenheiros trabalhando de forma contínua no aumento da produtividade.

Café

Líder brasileiro na produção de café, Minas Gerais produziu 26,8 milhões de sacas, representando  58% da produção brasileira em 2016.

O café lidera as vendas internacionais de agronegócio, e é o segundo produto mais exportado do estado (2016).

Os produtores de café de Minas Gerais exportaram US$ 3.5 bilhões em 2016, 47.9% da exportação total de agronegócio do estado.

A produção de café atrai projetos  importantes, como a fábrica de cápsulas da Dolce Gusto Nestlé no município de Montes Claros, instalada em 2015.

A certificação internacional, facilitadora do acesso a mercados de maior valor agregado; o fomento a programas voltados para a utilização de mecanismos sustentáveis; as políticas de financiamento, de preços e de inovação; as pesquisas em tecnologia e melhoria de produto; as boas práticas de produção e gestão; o treinamento de produtores; a qualificação de mão-de-obra;  e os investimentos na mecanização da produção constituem os vetores dos programas desenvolvidos pelas empresas e  entidades de pesquisa vinculadas ao poder público mineiro, visando capacitar o setor cafeeiro, para competir no ambiente de mudanças estruturais em curso nos mercados nacional e internacional.

Merece destaque o evento, Semana Internacional do Café, realizado em Belo Horizonte desde 2013. É o  principal encontro da cadeia produtiva do café, com ampla programação de eventos simultâneos, encontros, seminários, cursos, concursos e sessões de cupping (prova de cafés), divididos em três eixos temáticos: Mercado & Consumo, Conhecimento & Inovação, Negócios & Empreendedorismo.

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Leite

Minas Gerais é o estado brasileiro que mais produz leite. Em 2016, 9.1 bilhões de litros foram produzidos, que equivale a 26% da produção nacional.

Tem o segundo maior rebanho de gado, com mais de 24 milhões de animais.

A grande oferta da matéria-prima atrai unidades de processamentos das maiores empresas de laticínios que operam no Brasil. Dentre elas está a Nestlé, que tem sua maior fábrica de leite em pó localizada em Minas Gerais; a Danone, que instalou em Poços de Caldas sua maior fábrica de iogurte e de cuidados nutricionais; a Itambé, a maior cooperativa de leite do Brasil; a Jussara e a Porto Alegre. Destacam-se também as empresas Embaré e Cemil.

Importante saber que a indústria tradicional precisa e trabalha com muita CRIATIVIDADE  – Paulo Rabello de Castro (Presidente do BNDES)

Importante registrar que a indústria tradicional mineira carrega MUITA TECNOLOGIA. E tem muito potencial para crescer – ACMinas

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Foto: Salinas / Crédito: Diário do Comércio

Grãos

Em 2016 o total da safra do estado foi de 13 milhões de toneladas,  6o. estado produtor  no ranking nacional.

Milho e soja são os principais produtos e representam cerca de 90% do volume produzido no estado.

O polo principal de produção de soja está localizado em Unaí, na região noroeste. As três principais companhias multinacionais, Cargill, ADM, Louis Dreyfus Commodities, tem instalações importantes em Minas Gerais, e são ativas na transformação e comercialização de grãos de soja e outros tipos de grãos.

Projeto Frutas do Jaíba

O Projeto Jaíba, maior área irrigada da América do Sul, transformou a região Norte de Minas Gerais. A área irrigada utilizada pelo projeto corresponde a 66,000 hectares. Concebido em 1960, o Jaíba tem aproximadamente 25,000 hectares de produção. O Jaíba produz aproximadamente 1.3 milhões de toneladas de fruta, vegatais e grãos, além de 900,000 toneladas de cana de açúcar usada para a fabricação de etanol, açúcar e bioenergia.

O foco do projeto é a banana-prata, sendo o Jaíba o maior produtor do Brasil. É também o maior produtor de sementes vegetais.

Açúcar e Etanol

 Minas Gerais é o terceiro maior produtor de cana de açúcar do Brasil. Em 2016, 73 milhões de toneladas de cana de açúcar foram produzidas, destinadas as  usinas de açúcar (46.8%)  e etanol (54.2%).  Destaca-se, ainda, a produção de energia elétrica a partir da biomassa da cana, cerca de 700 MW de capacidade instalada.

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Créditos: Diário do Comércio

Alimentos e Bebidas

Uma das principais âncoras da economia mineira, as indústrias de alimentação e bebidas de Minas Gerais se destacam por sua diversidade de sub-setores, mas também pela ampla representatividade de marcas locais, nacionais e internacionais.

No setor de bebidas, os grandes protagonistas são os segmentos de cachaça, que é o mais representativo em número de indústrias, e o de cervejas artesanais, que vive um momento de alto crescimento no Estado. Já na indústria de alimentação, se destacam segmentos como o de produtos avícolas e o de laticínios.

Há 850 indústrias de bebidas registradas em Minas Gerais.  Desse total, 510 são produtoras de cachaça; 70 de cerveja; 125 de sucos; 70 de refrigerantes e 75 de outros tipos de bebidas, como energéticos (fonte: Sindbebidas).

As indústrias estão espalhadas pelas diferentes regiões do Estado, sendo que a cerveja é produzida, principalmente, em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, no Triângulo Mineiro e no Sul do Estado. Já os refrigerantes são produzidos principalmente na região Central e no Triângulo. Os sucos e outros tipos de bebidas têm indústrias concentradas na Zona da Mata e também no Triângulo. A cachaça, que é a bebida com maior número de indústrias no Estado, tem sua produção bastante pulverizada, sendo a região Norte a que mais concentra essa produção.

Trata-se de importante setor para a economia do Estado. “Só em impostos estaduais em Minas Gerais o setor arrecada R$1,5 bilhão em ICMS por ano. Isso representa cerca de 8% de toda a arrecadação de ICMS da indústria mineira”.

O cenário é positivo para os produtores de cerveja artesanal: a expectativa é que a produção cresça 14% este ano em relação a 2016. “A bebida com maior destaque no Estado hoje é a cerveja artesanal. O consumidor tem buscado produtos diferenciados e de alto valor agregado. Os eventos cervejeiros que acontecem no Estado têm contribuído para a disseminação da cultura cervejeira. Aos poucos, esse fenômeno também começa a acontecer no interior do Estado”.

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Foto: Mercado Central

Alimentação

O setor de alimentação em Minas Gerais não tem uma entidade representativa que centraliza todos os segmentos, mas de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), de maneira geral, o setor vai bem no País, registrando faturamento positivo mesmo em meio à crise econômica. Relatório divulgado pela associação no início deste ano mostrou que o faturamento nominal do setor em 2016 cresceu 9,3% em relação a 2015, fechando o ano com R$ 614,3 bilhões.

Entre os segmentos mais representativos da indústria mineira de alimentação está o de produtos avícolas. De acordo com a Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig), Minas Gerais tem 28 abatedouros de frangos com fiscalização oficial e uma indústria de processamento de ovos, localizada em Nepomuceno. Os abatedouros ficam no Centro-Oeste, Triângulo Mineiro, Zona da Mata, Campos das Vertentes e Sul de Minas Gerais. Segundo a AVIMIG, o setor de avicultura no Estado emprega cerca de 400 mil pessoas em postos de trabalho diretos e indiretos.

A crise econômica e a alta no preço de insumos, como o milho, prejudicaram o setor no ano passado, que registrou uma pequena queda em relação a 2015. Os empresários continuam “trabalhando duro”, implementando novas tecnologias e confiantes no consumo dos produtos avícolas. Merece destaque a representatividade do setor em Minas em relação ao País: “No setor de frangos, a produção em Minas Gerais representa quase 8% da produção nacional. Já na indústria de processamento de ovos a produção no Estado representa 13% da nacional, o que  torna Minas Gerais o segundo maior produtor do País”.

Outro segmento que contribui significativamente para o setor de alimentação no Estado é o de laticínios. De acordo com o Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais (Silemg), o Estado tem hoje mais de mil estabelecimentos no segmento, entre fábricas de laticínios, usinas de beneficiamento e postos de refrigeração, que empregam 34 mil pessoas. As principais regiões produtoras são o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba, seguidos pela região Sul do Estado. A expectativa do sindicato é que o segmento tenha um crescimento de 4% no faturamento de 2017 em relação a 2016.

Entre as indústrias mineiras de alimentação está a Faleiro Food Service, especializada na produção de comida congelada. A empresa cresceu 45% em 2016 em relação a 2015 e a expectativa para 2017  é de crescer cerca de 40% em relação a 2016..

Outra gigante do Estado é a Pif Paf Alimentos, indústria do setor de processamento de aves, suínos, massas e vegetais. A empresa tem mais de 80 mil clientes, 300 produtos no portfólio, e uma produção de 20 mil toneladas por mês. Em 2016, a Pif Paf cresceu 9% em relação a 2015 e, agora, planeja dobrar o faturamento em quatro anos, passando de R$ 1,9 bilhão – registrado em 2016 – para R$ 4 bilhões em 2020.

A empresa atua há quase 50 anos nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e possui quatro unidades fabris em Minas: em Visconde de Rio Branco (aves), Viçosa (embutidos), Leopoldina e Patrocínio (suínos). Ao todo, promove o abate de 74 milhões de aves e 554 mil de suínos por ano. A Pif Paf é a maior empresa da região Sudeste e a 7ª do País no setor de aves e suínos, de acordo com o 12º Anuário Melhores do Agronegócio 2016 – Globo Rural, da Editora Globo.

Também estão em Minas Gerais  a  Coca Cola- Femsa (Itabirito e outras instalações), Uberlândia Refrescos e BR Foods (Uberlândia).

Empresas e marcas :   Ambev, Aymoré, BRFoods, Baker, Barry Calebot, Bauducco, Coca Cola Femsa, Falke Bier,  Ferrero Rocher, Kopenhagem,  Krug Bier, Salinas, Uberlândia Refrescos, Vale Verde, Walls

Grandes nomes da indústria do chocolate, como a Bélga-Suiça Barry Callebaut, Kopenhagen (CRM group), Pandurata Alimentos (Bauducco) e o grupo italiano Ferrero, escolheram Minas Gerais para instalar suas unidades, que estão concentradas no Sul do estado.

Gado

O rebanho bovino em Minas Gerais é de  cerca de 24 milhões de cabeças,  11,2% do total brasileiro.

 A exportação de carne (bovino, suíno, aves, entre outros) soma cerca de US$ 800 milhões, segundo lugar na exportação de agronegócios do estado.

Entre os principais frigoríficos do estado estão JBS Friboi, o maior produtos de proteína animal do mundo, BRF Foods e Minerva.

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Créditos: Diário do Comércio

 Papel e Celulose

Minas Gerais produziu aproximadamente 8,23 milhões de m3 em madeira de em tora para papel e  celulose, equivalente a 10,71% da produção brasileira (2015).

As exportações de papel e celulose contabilizaram US$ 506 milhões (2016), 2,31% das exportações do Estado.

Cenibra e Klabin são importantes empresas do setor em Minas Gerais.

Reflorestamento

O principal estado de reflorestamente do Brasil, Minas Gerais tem 1,53 milhões de hectares plantados,  25,5% da área plantada do país.

Serviços e Comércio

Responsável por expressivos cerca de 65% para a formação do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, o setor de serviços em Minas Gerais vem, nas últimas décadas, aumentando sua participação na geração de riquezas e de empregos. Aproximadamente  71,5% dos trabalhadores formais trabalham em alguma organização pública ou privada que pertence ao setor terciário da economia.

Várias empresas comerciais minerais destacam-se por seu faturamento em termos nacionais no segmento em que atuam. No comércio de derivados de petróleo destaca-se, por exemplo, a ALE Combustíveis; no varejo de medicamentos, a rede de Drogarias Araújo; nas vendas de eletrodomésticos, o Ricardo Eletro e no setor supermercadista, o Supermercado BH, o Grupo DMA e o Supermercado Bahamas.

No comércio atacadista, destacam-se nacionalmente grupos como ARCOM , Martins, Megafort Atacadista e Distribuidora, Tambasa e Grupo Vila Nova.

Também no segmento de locação de automóveis Minas Gerais (Belo Horizonte) destaca-se por  ser a sede da maior empresa de locação de veículos da América Latina, a Localiza, que detém 33,7% do mercado brasileiro de aluguel de automóveis – e de outra importante empresa deste setor,   a Companhia de Locação das Américas (Locamerica).

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) consolida-se, ainda, como  um importante centro de serviços especializados na área de consultoria empresarial – como as consultorias Falconi Consultores de Resultado e o Instituto Aquila – que nesta região se originaram e mantem as suas sedes.

Minas Gerais é o segundo maior mercado de garantias securitárias do Brasil. No Estado estão instaladas as maiores seguradoras nacionais e internacionais, com grande capacidade  de garantir riscos em qualquer área, com cobertura adequada para  empreendimento e investimentos.

Empresas de destaque situadas no Estado:

Serviços

Localiza, CODEMIG, Grupo Algar, RV Tecnologia e Sistemas, PRODEMGE, Elba Equipamentos e Serviços, Master Brasil, Empresa Gontijo de Transportes,  Tora Transportes Industriais ,Unimed-BH, Instituto Hermes Pardini, Hospital Mater Dei e Vitallis Saúde

Comércio

C&A, Lojas Marisa, Lojas Renner, Riachuelo, Ricardo Eletro, Casas Bahia, Ponto Frio, Lojas Americanas, Carrefour, Extra Hipermercado, Walmart, BH Shopping, Diamond Mal,  Boulevard Shopping, Shopping Del Rey, Minas Shopping, Shopping Cidade, Shopping Estação BH e outros.

*Os shoppings citados estão localizados na cidade de Belo Horizonte.   
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